O Brasil acaba de consolidar um marco extraordinário em sua trajetória turística global.
Ao longo do último ciclo anual, os indicadores oficiais apontam para um volume de visitantes internacionais sem precedentes, superando a marca histórica de 9 milhões de turistas estrangeiros. Este crescimento, superior a 30% em relação ao período anterior, posiciona o país como um dos destinos mais resilientes e atraentes do cenário pós pandêmico.
Mais do que o fluxo de pessoas, o impacto financeiro é o que realmente redefine o setor, com a entrada de divisas estrangeiras atingindo o patamar recorde de aproximadamente 7,9 bilhões de dólares.
Este fenômeno é sustentado pela ampliação estratégica da conectividade aérea e pelo reposicionamento da imagem do Brasil como um destino de diversidade e segurança. A descentralização das portas de entrada, com o fortalecimento de novos aeroportos internacionais, permitiu que o país absorvesse melhor a demanda vinda de mercados vizinhos, como Argentina e Chile, além de registrar uma retomada expressiva do público norte americano e europeu.
Para o trade turístico brasileiro, esses números representam uma janela de oportunidade única para escalar negócios e aumentar o faturamento. O segredo para capitalizar esse momento está na qualificação da oferta e na criação de produtos que fujam do óbvio.
O turista que compõe este recorde atual possui um perfil mais exigente e está disposto a investir em experiências que ofereçam autenticidade e conexão cultural profunda.
O primeiro grande insight para os empresários do setor é focar na economia da experiência. Negócios que conseguem embalar a cultura local, a gastronomia e o estilo de vida brasileiro em formatos exclusivos conseguem elevar o ticket médio de forma natural. O visitante internacional atual busca o que é genuíno, e isso permite que pequenos e médios empreendedores se destaquem ao oferecer roteiros personalizados que grandes operadoras muitas vezes não conseguem replicar.
Outra oportunidade de ouro reside na digitalização da jornada do cliente. O trade ganha dinheiro ao reduzir o atrito no consumo, facilitando reservas, pagamentos e o acesso à informação de qualidade antes mesmo do turista desembarcar. A integração de serviços e a criação de redes de parceria local permitem que o capital estrangeiro circule por mais tempo dentro de um mesmo ecossistema regional, beneficiando hotéis, restaurantes e prestadores de serviços de forma sistêmica.
O momento também é favorável para atrair investimentos externos em infraestrutura e inovação. Com o Brasil em evidência, cresce o interesse de fundos internacionais em projetos de hotelaria de luxo e ecoturismo sustentável.
Quem se posicionar agora com profissionalismo e visão de futuro terá a vantagem competitiva de liderar um mercado que não apenas se recuperou, mas que agora opera em um patamar de grandeza nunca visto antes na história nacional.
Fontes: Embratur e Mtur





