O setor de turismo brasileiro está prestes a romper uma barreira psicológica e operacional histórica.
Em comunicados recentes à imprensa internacional, a Embratur confirmou que a projeção para 2026 é atingir a marca de 10 milhões de visitantes estrangeiros, um salto significativo após o recorde de 9,3 milhões registrado no ano anterior.
Esse crescimento não é apenas um número isolado: ele é sustentado por uma estratégia agressiva de conectividade que inclui a abertura de 64 novas rotas aéreas internacionais programadas para operar plenamente até o segundo semestre deste ano.
Enquanto a grande mídia foca apenas no volume de passageiros, existe uma movimentação tecnológica silenciosa que as empresas brasileiras precisam observar para não perderem margem de lucro.
O cruzamento desses dados de fluxo com a implementação do Drex (o Real Digital) cria um cenário de oportunidade inédito para o trade turístico. A moeda digital brasileira, prevista para ganhar escala comercial justamente em 2026, será a chave para resolver um dos maiores gargalos do setor: a fricção em pagamentos internacionais e a liquidação de contratos B2B entre agências, hotéis e fornecedores.
O insight validado para o seu negócio é a utilização de contratos inteligentes (smart contracts) para automatizar a cadeia de serviços. Com o fluxo de 10 milhões de pessoas, o volume de transações transfronteiriças será massivo.
Empresas que se prepararem para aceitar pagamentos ou liquidar faturas via Drex conseguirão reduzir drasticamente os custos de intermediação bancária e eliminar riscos de estorno ou inadimplência.
Imagine um sistema de reserva onde o valor pago pelo turista europeu fica bloqueado em uma camada segura e é liberado automaticamente para o hotel e para a agência no momento exato do check-in, sem a necessidade de conferências manuais exaustivas.
Essa integração entre o recorde de demanda internacional e a eficiência financeira digital permitirá que as empresas brasileiras escalem suas operações sem inchar suas equipes administrativas.
A oportunidade real para o trade não está apenas em receber mais turistas, mas em operar essa massa de clientes com uma estrutura de custos muito mais enxuta e segura.
O Brasil deixa de ser apenas um destino de belezas naturais para se tornar um laboratório de eficiência em turismo digital.
Fontes: Relatório internacional da Reuters: Entrevista com o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, sobre a meta de 10 milhões de visitantes e as 64 novas rotas aéreas (Publicado em 14 de fevereiro de 2026), Estudo Phocuswright e relatórios PwC: Análise sobre a maturidade do Drex para transações corporativas e varejo em 2026 e a digitalização da jornada do viajante (Publicado em janeiro de 2026), Portal Visit Brasil (Embratur): Dados consolidados sobre o aumento da capacidade de assentos internacionais para o ciclo de 2026.





