O perfil do viajante internacional e brasileiro sofreu uma mutação profunda no início de 2026. O fenômeno que o mercado agora chama de JOMO (Joy of Missing Out, ou a alegria de ficar de fora) substituiu definitivamente a ansiedade de visitar o maior número possível de pontos turísticos.
Dados de comportamento indicam que 67% dos turistas de alto padrão agora priorizam destinos que oferecem o que o mercado denomina como viagem analógica ou turismo de silêncio. A busca não é mais pelo checklist de monumentos, mas por ambientes que garantam a restauração cognitiva e o isolamento controlado.
Essa mudança de comportamento cruza diretamente com o aumento de 22% nos gastos em experiências de bem-estar e saúde mental dentro do setor de luxo. Enquanto o mercado de massa continua competindo por preço em destinos lotados, as agências e operadoras mais visionárias estão lucrando ao vender o vazio e a desconexão.
O turista de 2026 está disposto a pagar um ticket médio significativamente maior por itinerários que garantam o distanciamento digital e a ausência de poluição sonora, transformando o silêncio em um dos produtos mais valiosos da prateleira turística.
Para o trade brasileiro, o insight é claro: o valor não está mais na quantidade de atividades, mas na qualidade do repouso oferecido. Agências que focam na curadoria de refúgios e em roteiros de contemplação conseguem uma margem de lucro superior, pois vendem um benefício intangível e escasso. Existe uma demanda reprimida por destinos no interior do Brasil e em biomas preservados que ofereçam luxo rústico e privacidade absoluta.
O papel da agência deixa de ser o de uma organizadora de logística para se tornar uma guardiã do tempo e do bem-estar do cliente.
A operação dessa nova modalidade de turismo exige uma precisão invisível. Para que o turista experimente o silêncio total, a engrenagem por trás da viagem precisa ser impecável e silenciosa. É neste ponto que a tecnologia se torna a base da experiência.
A Konzup entende que a inteligência de dados aplicada à organização operacional permite que a agência foque mais nessa curadoria de alto nível.
Quando a retaguarda está automatizada e os processos estão sob controle, o agente de viagens ganha a liberdade necessária para desenhar essas experiências profundas que o novo mercado tanto deseja.
Fontes:
Boletim de comportamento do consumidor da WGSN focando no conceito JOMO aplicado à hospitalidade de alto padrão.
Relatório global de tendências de viagem 2026 da Booking.com e Expedia Group sobre o aumento das viagens de desconexão analógica.
Estudo do global wellness Institute sobre a economia da longevidade e o crescimento dos gastos em retiros de silêncio e saúde mental no Brasil e no mundo.





